domingo, 13 de março de 2011

Meu Alvo

Estou subindo pra um lugar mais alto
Eu já queimei as pontes com o passado
E em meus olhos vejo o futuro
Tudo novo se fez, tudo novo se faz
E dessa estrada eu não me desvio nunca mais
Estou firme, eu não me desvio nunca mais
Vou avançar, eu vou crescer
Ninguém vai me deter
Meu alvo é Cristo, meu alvo é Cristo
Estou subindo pra um lugar mais alto
Eu já desisti de andar sozinho
Cristo vive em mim
E os meus pés estão no caminho, estão no caminho
E dessa estrada eu não me desvio nunca mais...
Composição: Kleber Lucas e JB Carvalho

sexta-feira, 4 de março de 2011

Arrumando a mala

[Modo diário ON]          

Bem, esse clima de acampamento me provoca  essa sensação de ansiedade, desde pequena. 
Estou nela então. Mas a ansiedade de hoje é muito mais branda,  paciente, se tornou madura.
Ela consiste basicamente em projetar o que viverei lá, quais experiências com Deus terei, quais palavras irei escutar, quais relações irei construir, quais fortalecerei...Entretanto uma coisa em mim prevalece, no tocante à Deus tudo que eu vivi foi insuficiente, sempre precisarei de mais, sempre a vida se renova, sempre Deus surpreende, nada é igual, nem na forma e nem na intensidade. Por incrível que pareça, esse complexo criado entre o que projeto e o que realmente acontece, se estende pra o meu dia a dia, na minha vida comumente isso acontece. Mas esperar em Deus e ver as minhas projeções se tornando fichinhas diante das que Ele criou [realmente] não tem preço! É e isso me acalma. 
             Pois é, amanhã estou indo pro acamp e ainda não parei de fazer as tais projeções, minhas expectativas estão reverberando [impossível contê-las]. No mais fica a certeza de que os nossos dias já foram desenhados, sejam os de Sol ou chuva, lembremos: Alegria sempre!
              Pra vocês que vão acampar bom acamp! Aproveitem esses dias, se entreguem, se divirtam e não se furtem a certeza de que Deus é o tudo que vocês precisam. E pra quem fica: " Longe o amor não está, longe não O amor procura um lugar, Ele bate na porta do teu coração".

[Modo diário OFF]

terça-feira, 1 de março de 2011

Discursos edificantes.



A gente nasce com a sina de ser feliz.
A gente nasce com um medo de errar, de fracassar, de ser imaturo...
A gente aprende que ser feliz não significa ser feliz sempre.
A gente aprende a sorrir mesmo sem estar contente.

Mas toda nossa história de vida é um complemento, uma espécie de diário de bordo.
Todas nossas marcas são uma espécie de estrada sinalizada, nos compõem, nos dão as coordenadas. Ainda que não queiramos.
Quantas vezes você já não idealizou um enredo diferente? Uma cruz menos pesada, uma história de família gloriosa, uma alegria milimetricamente imaginada?
Quantos sim's você quis ouvir? Quantos dias de chuva você quis pular, pra não se molhar?
Mas até aquilo que não escolhemos, participam da composição do nosso ser.
Familia, casa, irmãos, amor, amigos que vêm e que se vão.
Tudo isso numa tela em constante estado de criação.

Somos rubros, somos calma, somos bocejos, somos orgulhosos - mas a vida nos ensina a sermos humildes.
Somos tudo, somos mais um na multidão, somos sonhos, vozes silenciadas, somos conquistas.
Somos cicatrizes, rugas, somos uma tela de cores e sensações multiformes, que em constante mudança se posta, se põe e se coloca a viver numa espécie de obra inacabada, que se torna bela exatamente por suas nuances ora turvas e ora claras.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Desentoa

Amores nem sempre são serenos.
Nem sempre o que sente é pra sempre, tem sentimentos que são inconstantes.
Queria um júri pra dirimir essa dor, que estampa a cara e o coração.
Prender culpados, buscar indícios nesse enredo julgado.
Queria o doce ignorância de quem não sabe o que é a razão.
De  não ter que lutar pelo que se quer, não ter vontade de colocar a voz
Nem ter que ser chamada de descontrolada, nem insistir em ser dois.
Um julgamento acertado, com absolvição das palavras e exclusão dos fatos passados.
Queria a paz alcançada por aqueles que vivem sem dor, entorpecidos pela estrada, ou pela falta de um amor.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Versos

Singelo, nostálgico gesto...
Canção repete vicia meu ouvir
Repões meus brios com um único olhar pra mim
Seresta? Canções, bolero e serenata não me alcançam.
Nem este ou aquele - nem versos soltos em tango
Sou tanto que nem posso mais me ouvir.
Sou dança, enquanto tudo descansa.
Me ponho a testar a  rima
Sou verso pronto, feito na hora
Como uma lembrança que vem e logo, tão logo vai embora.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vivo - Lenine

Precário, provisório, perecível;

Falível, transitório, transitivo;

Efêmero, fugaz e passageiro

Eis aqui um vivo, eis aqui um vivo!

Impuro, imperfeito, impermanente;
Incerto, incompleto, inconstante;
Instável, variável, defectivo
Eis aqui um vivo, eis aqui...

E apesar...
Do tráfico, do tráfego equívoco;
Do tóxico, do trânsito nocivo;
Da droga, do indigesto digestivo;
Do câncer vil, do servo e do servil;
Da mente o mal doente coletivo;
Do sangue o mal do soro positivo;
E apesar dessas e outras...
O vivo afirma firme afirmativo
O que mais vale a pena é estar vivo!

É estar vivo
Vivo
É estar vivo

Não feito, não perfeito, não completo;
Não satisfeito nunca, não contente;
Não acabado, não definitivo
Eis aqui um vivo, eis-me aqui.
[Lenine]

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Tempo humano


Meu tempo ruge,
mas não ouço
Meu tempo esgota, o ignoro.
Meu tempo urge e eu imploro.
O tempo é curto e minha paciência também.
Eu curto o tempo quando me sobram razões pra querer bem.
De tempo em tempo eu conto as horas, pra ver chegar ou  ir embora.
Meu tempo humano sempre se desloca... ora é estimado ora é jogado fora.