sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Fé.

"A minha fé continua em pé. Tudo que é verdadeiro volta.”
— Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Caio F. de Abreu

As batalhas de todo-dia parecem inglórias. Claro que a gente insiste.
Há tempos que as palavras te faltam.
Há tempos que não há do que se orgulhar, há tempos eu sei que o meu sorriso é breve.

sábado, 1 de outubro de 2011

Lost!

And you'll be lost!
Every river that you tried to cross
Every gun you ever held went off
Ohhh and I'm just waiting until the firing's stopped
Ohhh and I'm just waiting 'til the shine wears off
Ohhh and I'm just waiting 'til the shine wears off

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

.[a]coragem.

Tenho medo das coisas que eu não sei dizer,
Do estável que pra ser instável basta ser.
Tenho medo do indelével, dos "pra sempre" e dos “nãos”,
De ser firme somente nas mãos.

Tenho medo do porto seguro, do forte abalo,
Do certo, que simplesmente para os outros se torna errado.
Das premissas inquestionáveis, do amor jogado fora, e do palpite a qualquer hora.

Tenho medo que manifeste em mim, o medo de agir.
Da tez tímida, e do porvir.
Do incerto do inseguro, tenho medo de pular o muro.

Que me faça o medo desistir talvez, de seguir, de resistir...
Que se faça justo o medo, que se contente com a minha dor em segredo, e que com pena [de mim] vá embora.


Viviane Pereira

eu levo o seu coração comigo [e. e. cummings]



eu levo o seu coração comigo (eu o levo no
meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar 
que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito
por mim somente é o que você faria, minha querida)

tenho medo

que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura) eu não quero
nenhum mundo (pois bonita você é meu mundo, minha verdade)

e é você que é o que quer que seja o que a lua signifique
e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar 
aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(aqui é a raiz da raiz e o botão do botão

e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)
e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes
eu levo o seu coração (eu o levo no meu coração)

e. e. cummings


Não me canso de ler deste poema [de lê-lo, relê-lo e deixar ele me ler], desde de que o conheci nas cenas finais de um filme de Tony Scott, “In her shoes”. 


sábado, 27 de agosto de 2011

Das utopias


Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

Mario Quintana