quarta-feira, 28 de outubro de 2020

eu agora

de um ventre que germinou

floriu

viveu

sobreviveu

fecunda vida em mim

de uma vida que floriu

de um viver que foi instante

de mim maternal

mais bela em tempo

sou agora você.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Tudo que eu amo está em Ti

Semente

Uma coisa é certa, a semente é questão de escolha mas a colheita é obrigatória. O segredo então é reconhecer o nosso papel, a nossa responsabilidade no tocante as escolhas do dia dia, e as ações que devemos ter, para alcançar nossos objetivos. Nem sempre iremos ter o que queremos, talvez os nossos planos tenham que ser redesenhados mas se semearmos a PRECIOSA semente conforme a de Salmos 126 alcançaremos o êxito da alegria. Alegria de saber que em qualquer que seja a situação Deus mudará a nossa sorte assim como as torrentes do Neguebe.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Nada além de Ti

Ao se findar o ano o clima reflexivo toma conta de nós.
Planos, sonhos, vontade de realizar, reflexões sobre o ano que se passou e fé habitam no nosso coração durante esse período... No meu caso muito mais que isso, habita em mim uma alegria, uma esperança que muitos não conhecem ou ainda não se permitiram conhecer.
A fibra da minha vida está firmada em Deus. O traço dos meus dias, está ligado ao criador. A esperança de que os meus sonhos não se frustrarão, de que os meus dias são por Ele desenhados é certeza indelével. 
Assim como toda manhã que se levanta, tão certo como o firmamento eu confio em Deus, por que Ele é a minha esperança e alegria. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mateus 6:9-13

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
O pão nosso de cada dia nos dá hoje;
E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;
E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Prece de ano novo.


Que a maturidade não seja uma fase da minha vida, que eu seja madura sempre que puder.
Que o medo de  errar não me paralise, que a o coragem de viver esteja em mim
Que as lutas diárias não me façam sofrer mais do que o esperado, cada um carrega a cruz
que pode suportar. E que eu conheça bem o peso da minha.

Que minha família seja abençoada.
Que os amigos, sim, os meus poucos amigos, sejam ainda mais amigos e estejam por perto sempre.
E se por acaso a vida os fizer estar longe, que eu tenha forças pra andar só - pois isso é o que desejo aos meus amigos se um dia eu os faltar.

Que as minhas vitórias sejam muitas, que eu saiba dar nome a cada uma delas, e me lembrar de como cheguei ali. Desejo que os os meus dias não passem despercebidos, não sejam breves. E que eu só esqueça o dia da semana por conta da felicidade.

Que eu nunca pare de acreditar nas pessoas, mas se houver decepção que eu aplique a serenidade do verso que diz: "No que dependerdes de vós tentes paz com todos os homens". RM 12:18
Que meus "opositores" sejam sempre os espirituais, lembrando que "a minha luta não é contra a carne nem contra o sangue".Que eu não me entristeça por conta dos que não me querem bem, e caso aconteça que eu lembre: os meus melhores sorrisos estão por perto.Que eu "me afaste de tudo que me trava o riso"

Que não me falte saúde, nem trabalho.Que eu ganhe dinheiro, para gastar com os que amo.
Que eu não hesite em pedir perdão, que eu tenha a nobreza de saber perdoar e a maturidade para respeitar meu limite.
Que eu seja criativa.Que eu estude mais, e aproveite meu tempo.
Que eu esteja mais perto de Deus, pois Ele é a minha força. Que consiga encontrar forças quando as perder, e que a minha fé continue sempre de pé, pois que tem fé não teme.
Que os sonhos se realizem, que os amigos se multipliquem, o querer bem nunca acabe.
Amém!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Fé.

"A minha fé continua em pé. Tudo que é verdadeiro volta.”
— Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Caio F. de Abreu

As batalhas de todo-dia parecem inglórias. Claro que a gente insiste.
Há tempos que as palavras te faltam.
Há tempos que não há do que se orgulhar, há tempos eu sei que o meu sorriso é breve.

sábado, 1 de outubro de 2011

Lost!

And you'll be lost!
Every river that you tried to cross
Every gun you ever held went off
Ohhh and I'm just waiting until the firing's stopped
Ohhh and I'm just waiting 'til the shine wears off
Ohhh and I'm just waiting 'til the shine wears off

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

.[a]coragem.

Tenho medo das coisas que eu não sei dizer,
Do estável que pra ser instável basta ser.
Tenho medo do indelével, dos "pra sempre" e dos “nãos”,
De ser firme somente nas mãos.

Tenho medo do porto seguro, do forte abalo,
Do certo, que simplesmente para os outros se torna errado.
Das premissas inquestionáveis, do amor jogado fora, e do palpite a qualquer hora.

Tenho medo que manifeste em mim, o medo de agir.
Da tez tímida, e do porvir.
Do incerto do inseguro, tenho medo de pular o muro.

Que me faça o medo desistir talvez, de seguir, de resistir...
Que se faça justo o medo, que se contente com a minha dor em segredo, e que com pena [de mim] vá embora.


Viviane Pereira

eu levo o seu coração comigo [e. e. cummings]



eu levo o seu coração comigo (eu o levo no
meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar 
que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito
por mim somente é o que você faria, minha querida)

tenho medo

que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura) eu não quero
nenhum mundo (pois bonita você é meu mundo, minha verdade)

e é você que é o que quer que seja o que a lua signifique
e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar 
aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(aqui é a raiz da raiz e o botão do botão

e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)
e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes
eu levo o seu coração (eu o levo no meu coração)

e. e. cummings


Não me canso de ler deste poema [de lê-lo, relê-lo e deixar ele me ler], desde de que o conheci nas cenas finais de um filme de Tony Scott, “In her shoes”. 


sábado, 27 de agosto de 2011

Das utopias


Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

Mario Quintana

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

...

Um bom poema é aquele que nos dá a impressão
de que está lendo a gente ... e não a gente a ele!

Mario Quintana - A vaca e o hipogrifo

sábado, 20 de agosto de 2011

Nostalgia.

A vida segue numa nostalgia que eu nem sei explicar mas me invade.
Nostalgia boa, que faz o frio da barriga,
Que faz o coração encher, pulsar.

Saudades dos meus tempos de criança, quando a condução me apanhava e eu não me atrasava.
Saudades dos tempos onde os meus maiores desafetos se originavam durante uma disputa a base de mini empurrões por um lápis rosa.
Do cheiro da escola, da lancheira, da farda, do Jaspion à tarde na Tv Manchete.
Quando minhas preocupações se esgotavam no decorrer de um dia, pois na iminência de um novo eu recuperava novamente a esperança.
Saudades dos tempos onde minhas escolhas eram orientadas pela minha mãe,  ao fitar seus olhos eu descobria o que escolher.
Saudades de ficar de bobeira, de correr pelas escadas do prédio, de suar, me molhar na chuva e defender meu irmão magricelo em suas encrencas, de ser e somente ser.

A vida segue, se faz e suas surpresas,
Nas lentes que são os meus olhos, refletem os sonhos de menina outra vez.
Não com a mesma  tez, mas com uma vivacidade tal que me faz acreditar.
Meu alento é saber que a vida segue, sonhos são construídos, os dias são ensinamentos, e que este meu viver está na menina dos olhos de Quem me idealizou, desde muito antes de nascer.

Viviane Pereira

domingo, 7 de agosto de 2011

Quando eu penso.


Quando eu penso que é Lua
É Sol.
Quando espero a calma
É tormenta
Quando acalento a alma, me vem o que não se sustenta.
Tem dias que o Sol brilha tanto, que os escuros dias parecem ter sido feitos de sonho.
Tem horas que a solidão não me apavora, tem dias que o relógio faz sua função. Tem hora que se aproveita tudo, e desperdício não há.
Tem tempos que só o corpo cansa, mas a mente descansa em sonhar. Tem ventos que sopram do norte, mas o que minha sina pede pra ver o vento o soprar


Viviane Pereira

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Apresento-lhes...


Meu coração não se cansa de ter esperança - Cáh Morandi          

          Demorei muito tempo para começar. Demoramos demais para perceber que é preciso descobrir o começo, algum começo. Nos atrasamos e aí lá se foi milhões de cartas, de erros, de um sim quando era não, e de um não que talvez pudesse nos iniciar. As outras pessoas também não sabiam, e mesmo se desconfiassem saber, não poderiam indicar um caminho que só nós mesmos seremos capazes de desvendar.
         A vida é mata fechada, quem está vindo agora também está vindo para descobrir algo de novo. Ainda há muitas ilhas, ainda há um deserto infinito no coração de alguém. Ainda temos medo do escuro, e penso que cresce conosco, silencioso e sempre presente. Nosso caminho é feito do que trouxemos desde muito tempo, desde o intervalo, desde um adeus que não sabíamos, de uma solidão que nos abraçou sem que percebessemos.
         Trouxemos a solidão desde que guardamos o primeiro bilhete de amor, desde que o primeiro beijo nunca se repetiu, desde que aprendemos a somar um com um e descobrimos que dois era melhor. Não aprendemos a ser sozinhos, nem tão pouco a sermos completos. Sempre nos faltará alguma coisa, sempre teremos alguma coisa ausente e tão doce que doerá no sorriso. Só a vida nos ensinará que para sermos mais, precisaremos nos dividir. Ser metade sempre será mais completo do ser inteiro.
         Você deve se achar o máximo, deve se achar a estrela do céu de Hollywood e no fundo você não sabe nada, não sabe nem quem é você, nem quem você está prestes a se tornar. Na verdade você está longe, mas eu entendo, te compreendo, precisamos dilacerar o coração primeiro, entregá-lo a alguém que irá machucá-lo e devolvê-lo com um rosto tão leve que o aceiteremos de volta, e não importa se demoraremos a outra metade da vida tentando juntar pedaço por pedaço para enfiá-lo no peito novamente, o entregaremos de novo mais cedo ou mais tarde, inocentes, o pegaremos nas mãos e deixaremos alguém o levar.
         Só muito tempo depois é que compreendemos o amor, só depois que o peito tiver sido aberto muitas vezes, de termos escritos muitas cartas, de termos encontrado muita gente, depois que do coração só restar uma ferida, aí estaremos prontos. Pois o amor virá depois que se anular a felicidade que julgamos. Deixamos o amor chegar quando estivermos em milhões de pedaços, para cuidar, para curar, para nos ajudar a construir.